"Dados são um ativo" é a frase mais repetida da área e normalmente a mais vazia. Ela só significa algo quando muda uma decisão, e o teste é o mesmo que você aplicaria a um prédio ou a uma frota: um ativo tem dono, valor registrado, custo de manutenção e um ciclo de vida que termina. Uma tabela que não é de ninguém, que ninguém sabe avaliar e que ninguém nunca vai apagar não é um ativo. É armazenamento. O DMBOK define governança como autoridade sobre a gestão dos ativos de dados, então a palavra faz um trabalho real nessa definição.
Na prática. Comece pelos dez conjuntos de dados que alimentam o reporting executivo e responda quatro perguntas para cada um: de quem é, quanto vale, quanto nos custa quando está errado e quando deixa de existir. Registre as respostas no inventário ou no catálogo. A medida útil é o percentual de ativos que têm ao mesmo tempo dono e definição aprovada, e a tendência desse número.
Onde dá errado. Um crawler enche o catálogo com todas as tabelas do parque, e tudo o que ele encontrou passa a se chamar ativo. Ninguém sabe qual percentual tem dono. Enquanto isso nada é aposentado, porque apagar dá medo e guardar não tem custo visível. Um registro de ativos que só cresce é um inventário de passivos.